Política da economia solidária e feminista. A experiência da Associação de Mulheres na Economia Solidária do Estado de São Paulo, Brasil

  • Isabelle Hillenkamp Institut de recherche pour le développement (IRD-CESSMA), Francia; e Programa de Pos-graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (PPGS-UFSCar), São Carlos, Brasil
Palabras clave: economia solidária, feminismo, política

Resumen

Partindo da estreita relação existente entre outra economia e outra política, debruço-me neste texto sobre o significado e as condições de emergência de uma política da economia solidária e feminista. Sustento-me numa “pesquisação” realizada junto à Associação de Mulheres na Economia Solidária do Estado de São Paulo (AMESOL), Brasil, no âmbito de um projeto para o fortalecimento da autonomia econômica dessas mulheres. A nível teórico, baseio-me em uma concepção substantiva de economia e de política, não limitada ao mercado e ao Estado, respectivamente, e em uma leitura feminista das desigualdades de gênero, considerando, em particular, a interface com a esfera doméstica. Proponho o conceito de “contrapúblicos subalternos” de Nancy Fraser para entendermos o sentido político de uma experiência como a da AMESOL. Nesta base, analiso a articulação entre economia solidária, feminismo e outras mobilizações a favor da democratização no seio da Associação e examino como essas mobilizações estão enraizadas nas práticas das mulheres, na fronteira entre as esferas política, econômica e doméstica.

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Publicado
29-11-2019
Cómo citar
Hillenkamp, I. (2019). Política da economia solidária e feminista. A experiência da Associação de Mulheres na Economia Solidária do Estado de São Paulo, Brasil. Otra Economía, 12(22), 265-281. Recuperado a partir de https://www.revistaotraeconomia.org/index.php/otraeconomia/article/view/14815
Sección
Sección Especial: Las Otras Economías en perspectiva de género